Mulheres de São Luís são contra a legalização do aborto.

           A legalização do aborto do Brasil não conta com a aprovação das mulheres de São Luís. Para a grande maioria das ludovicenses os métodos anticoncepcionais disponíveis são mais do que suficientes para que se evite uma gravidez indesejada e o ato de se provocar a interrupção de uma gestação nada mais é do que crime diante da lei dos homens e pecado perante Deus.

         Na semana em que uma das principais publicações nacionais reabriu o debate sobre a legalização do aborto no Brasil, em matéria ilustrada por celebridades que já recorreram à interrupção de gravidez e com o testemunho de médicos que admitem ter assistido mulheres determinadas a interromperem uma gestação, a pesquisa Escutec/O Estado do Maranhão foi ás ruas e ouviu 453 mulheres nos principais pontos de fluxo da capital maranhense. Somente em meio a uma minoria (3,5%) de mulheres que se dizem sem religião o abordo é admitido como uma via necessária.
 
        No geral 67,5% das maranhenses são contra o aborto, contra apenas 26,5% que se dizem favoráveis á sua legalização. Quando as mulheres são agrupadas pelas religiões que dizem seguir, as católicas, com 31,4%, são as que mais aprovariam a prática, enquanto as evangélicas, com apenas 6,3%, são as que menos dizem sim à interrupção provocada de uma gravidez. Por faixa etária, 35,3% das adolescestes e das jovens dos 16 aos 24 anos são favoráveis a uma lei que permita o aborto.

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